terça-feira, 24 de maio de 2016

Liberdade ou fuga de si mesmo?

Um dos riscos na busca pela liberdade, é a fuga de si mesmo. Muita gente começa com a história de viajar sem rumo e... está sem rumo mesmo. Na minha busca por respostas, encontro o seguinte conselho de um amigo: 'cuide para não estar indo embora por que simplesmente quer fugir dos problemas que você tem aqui'. Isso foi no início do ano. De lá para cá tenho analisado minhas vontades e minhas metas. Por conta disso, posterguei minha partida um pouco mais para frente. O que eu busco? Por que quero sair daqui? A primeira coisa que me veio à mente: hoje meu trabalho está ok. Minha vida social está ótima. Porém quero viver de arte e, no meu país, isso não é valorizado. Nem as pessoas próximas apoiam (e muitas vezes até boicotam!). Não gosto da cultura do 'jeitinho', muito menos da situação caótica do Brasil. Então? Quero ir embora para poder viver minha arte. Para levar tudo o que desenvolvi até hoje, e que aqui - no país onde o artista é meramente um desocupado e inútil que deveria procurar algo pra trabalhar -, é impossível. Por que ainda não fui? Porque não senti o chamado real. Parece que ainda falta alguma coisa. E com cada um que converso, seja os apegados à matéria, ou aqueles que já estão com o pé na estrada, fecha um pedacinho do meu quebra cabeça. A única coisa que não quero, é incorrer na história do viajante sem rumo, que hora está aqui, hora está acolá e não sabe o que está fazendo. Nem porquê está fazendo. Viver intensamente é uma coisa. Fugir de si mesmo, é outra.

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