quarta-feira, 25 de maio de 2016
Quando dá vontade de desistir
Sempre tem aquele dia que você pensa em desistir de tudo. E se pergunta o que realmente vale a pena.
Na véspera de uma viagem eu me deparo com tantas coisas acontecendo ao mesmo tempo, que em um momento eu sinto aquilo (medo) e tenho pensamentos funestos - 'vale a pena?'.
Tantas coisas seriam mais fáceis. Se eu tivesse optado por ter uma vida dentro dos padrões estabelecidos pelo meu sistema familiar, estaria tudo aparentemente tranquilo agora, e minha vida seria outra. Eu seria outra - por fora.
Só que custaria minha alma. Minha essência. Custaria a mim mesma. E o momento da decisão é este: arrisco ou caminho para trás, aceitando o destino que pertenceu a meus pais? Como há alguns anos, as constelações familiares me ensinaram o quanto ousar custa caro. O quanto querer ter direito ao próprio destino é pesado. O caminhar rumo a sua vida, é cheio de percalços.
Como diz o ditado 'todos vêem a pinga que tomo, mas não sabem dos tombos que levo'.
Eu me permito fraquejar em alguns dias, repensar, chorar. Vivo essa emoção para conseguir extrair dela força e ânimo. E amanhã acordar positiva novamente, acreditando que tudo vai melhorar e que vou me lembrar desse dia - o dia em que eu quase desisti.
terça-feira, 24 de maio de 2016
Liberdade ou fuga de si mesmo?
Um dos riscos na busca pela liberdade, é a fuga de si mesmo. Muita gente começa com a história de viajar sem rumo e... está sem rumo mesmo.
Na minha busca por respostas, encontro o seguinte conselho de um amigo: 'cuide para não estar indo embora por que simplesmente quer fugir dos problemas que você tem aqui'. Isso foi no início do ano. De lá para cá tenho analisado minhas vontades e minhas metas. Por conta disso, posterguei minha partida um pouco mais para frente.
O que eu busco? Por que quero sair daqui?
A primeira coisa que me veio à mente: hoje meu trabalho está ok. Minha vida social está ótima. Porém quero viver de arte e, no meu país, isso não é valorizado. Nem as pessoas próximas apoiam (e muitas vezes até boicotam!). Não gosto da cultura do 'jeitinho', muito menos da situação caótica do Brasil.
Então? Quero ir embora para poder viver minha arte. Para levar tudo o que desenvolvi até hoje, e que aqui - no país onde o artista é meramente um desocupado e inútil que deveria procurar algo pra trabalhar -, é impossível.
Por que ainda não fui? Porque não senti o chamado real. Parece que ainda falta alguma coisa. E com cada um que converso, seja os apegados à matéria, ou aqueles que já estão com o pé na estrada, fecha um pedacinho do meu quebra cabeça.
A única coisa que não quero, é incorrer na história do viajante sem rumo, que hora está aqui, hora está acolá e não sabe o que está fazendo. Nem porquê está fazendo.
Viver intensamente é uma coisa. Fugir de si mesmo, é outra.
segunda-feira, 23 de maio de 2016
... E agora?
Toda vez que eu penso no que me segura por aqui, eu busco modelos de pessoas que conseguiram jogar tudo para o alto e se jogaram no mundo. Recentemente participei da 'se jogada' (perdoem a criação e conjugação do verbo 'se jogar') de uma grande amiga. Nunca é fácil e definitivamente VAI ter emoção até a hora (hora?!) da 'se jogada'.
Atualmente tenho me deparado com a mudança de paradigmas. E percebo que muita gente se joga na intenção de quebrar barreiras, mas acaba construindo outras. E quer se livrar de conceitos - construindo outros! E no final das contas entra no mesmo esquema de criar regras que não podem ser quebradas...
Não gostaria eu de incorrer neste risco. Não quero me forçar a seguir modelos ou padrões, afinal, não é disso que fujo?
Eu me pergunto em que parte dessa jornada a pessoa começa a criar esses novos padrões e começa a cobrar de si mesma que 'é assim'.
Um exemplo: minha grande discussão acerca do conceito de liberdade. Até hoje eu tento buscar uma forma coerente de compreender a liberdade. Atualmente, emperrei que liberdade é o poder de escolha pessoal, daquilo que me faça bem e me preencha. Debatendo calorosamente meu ponto de vista com um amigo que há algum tempo se aposentou e partiu para o mundo, vivendo cada tempo em um lugar do mundo, cheguei à conclusão de que o que busco (segundo o conceito dele, de liberdade), não é liberdade 'de verdade'.
Oi? E desde quando a minha liberdade tem que ser de verdade ou não? Neste ponto começo a me perguntar se existe um conceito pronto. Se liberdade não é justamente EU criar meu conceito e viver. Por que eu gosto de manter amizades por anos a fio significa que eu não seja livre? Se eu opto por manter os laços de amor que me ligam às minhas dogs, significa que não sou livre? E mais: sinto-me como um ser social - e que aprecia estar em um relacionamento, caminhando junto com alguém que naturalmente partilhe sua essência comigo... Isso limitaria minha liberdade?
Creio que, analisando toda a minha caminhada até chegar no ponto que estou... Se eu me adequar ao conceito de liberdade deste amigo, eu estaria violando a minha própria essência. E desta forma, eu deixo de ser livre.
... E assim cada um constrói sua própria visão de liberdade!
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